Imagem: WMO

23.10.2015 - Atualizado 23.10.2015 às 18:07 |

A Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) emitiu alerta nesta sexta-feira para o potencial de destruição da passagem do furacão Patricia no Atlântico Norte e Oceano Pacífico, o pior já registrado na região. Os efeitos podem ser catastróficos no sudoeste do México, segundo a organização, vinculada às Nações Unidas.

A intensidade do Patricia é comparável ao tufão Haiyan, que devastou as Filipinas em novembro de 2013. O furacão alcançou a categoria 5, máximo da escala Saffir Simpson, e os ventos podem chegar a 400 quilômetros por hora, de acordo com o serviço hidrológico e meteorológico do México.

A tempestade tropical deverá produzir acúmulo de chuva, causando inundações e deslizamentos de terra e colocando milhares de pessoas em risco. O número de desabrigados pode chegar a 50 mil. Próximo à costa, os danos devem ser ainda piores, acompanhados de ondas enormes. Há alertas de possíveis tornados, trombas d’água e redemoinhos antes da chegada do furacão ao continente.

Como se forma um furacão

Os furacões são uma decorrência do aquecimento da superfície do oceano, que provoca uma evaporação mais rápida da água e aumenta a umidade atmosférica. Isso faz com que a pressão atmosférica diminua, tornando mais rápida a subida do ar. Assim, o vento se intensifica e se movimenta em espiral, chegando a altas velocidades e deslocando-se pelos oceanos. Diferentemente dos tornados, que são formados em terra e tem dimensões modestas, os furacões podem ter centenas de quilômetros de diâmetro.

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