Instalação One Heart, One Tree na Torre Eiffel (Foto: Claudio Angelo/OC)

05.12.2015 - Atualizado 22.03.2021 às 23:16 |

Após uma semana de COP21, vimos algum avanço no nível técnico da negociação, mas o texto que será entregue aos ministros ainda ilustra o abismo entre o universo paralelo das salas de reunião de Le Bourget e a vida real, onde os extremos climáticos estão se multiplicando e as pessoas estão morrendo.

O documento ainda contém vários mundos possíveis: temos o mundo abaixo dos 2oC, o de 3oC e o de 4oC. Os diplomatas parecem à vontade com o fato de que o processo de negociação está caminhando sem muitos solavancos, mas o que é bom para o processo não é necessariamente bom para o clima.

Nesta semana final de negociação, nós não podemos correr o risco de ficar com o mínimo denominador comum e sair de Paris com uma trajetória incerta e sem a ambição necessária. O Brasil, com sua habilidade diplomática e condição de aumentar a própria ambição, pode ajudar a construir os consensos necessários para ficarmos no melhor dos mundos dentre os que estão na mesa – o de menos de 2oC, que é o que a vida real fora da COP espera.

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