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Religiosos debatem papel da fé no ativismo pelo clima

19.08.2015 - Atualizado 19.08.2015 às 16:01 |

Evento promovido pelo WWF nesta quarta-feira (19) reuniu líderes religiosos para discutir o papel das religiões na conscientização e mobilização sobre mudanças climáticas. O debate foi inspirado na encíclica Laudato Si’, em que o papa Francisco falou ao mundo sobre o dever dos seres humanos de cuidarem da criação de Deus e também cobrou dos governos medidas efetivas para reduzir os efeitos da atividade humana sobre o aquecimento global. Além de um representante católico, dom Júlio Endi Akamine, o debate também trouxe a visão dos judeus, com a participação do rabino Nilton Bonder, e do islamismo, com o sheikh Jihad Hammadeh.

Os religiosos foram unânimes em apresentar a visão de que os seres humanos são parte da natureza, e não devem subjugá-la de acordo com os seus interesses econômicos, mas preservá-la para manter o equilíbrio. Dom Júlio Akamine destacou o papel dos governos e da sociedade em dar mais atenção às populações mais vulneráveis. “Estamos à beira de um desastre social, porque as mudanças climáticas afetam toda a humanidade, mas em especial as pessoas mais pobres.”

Para o sheikh Jihad Hammadeh, as crises econômica e ambiental são fruto da busca por resultados independentemente dos meios para alcançá-los, ainda que com devastação e uso irresponsável dos recursos naturais. “A ambição é diferente da ganância. A ambição faz com que o homem siga os seus valores até chegar ao seu objetivo.”

O rabino Nilton Bonder destacou o papel das religiões em conscientizar sobre as mudanças climáticas e o desgaste ambiental. Citando a bíblia, o rabino alertou para a escassez de recursos e o crescimento econômico desequilibrado: “Não podemos olhar para ‘crescei e multiplicai-vos’ com os mesmos olhos de 3 mil anos atrás.”

Assista ao debate na íntegra

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